Com os anos, o passado vai aumentando de peso, e a gravidade da existência parece ceder para esse lado. Quando já abandonamos a energia dos trabalhos, o ardor da paixão, a ilusão de outros projetos, com frequência ficamos habitando o presente, distraidamente, como um jogo ao qual não prestássemos atenção, porque nosso eu mais profundo ancorou-se àqueles momentos em que a vida resplandecia. Mas aí, quantas vezes sentimos a vida renovada quando superada aquela dificuldade financeira, vencida a dor do amor ou curada a doença que afugentava as esperanças? Quantas vezes um ímpeto criativo entrega-nos um fulgor de eternidade e nos faz imaginar que o supremo mistério ainda está longe? E então, ouvimos o som de suas asas.

No Os Escapistas de hoje¹, o segundo SANDMAN ANOTADO², Luwig Sá, Reginaldo Yeoman, Mauro Ellovitch e Érico Assis seguem na agradável companhia de Lorde Morpheus em busca de suas ferramentas perdidas, numa jornada que reservará aos ouvintes um lugar privilegiado no inferno para assistir o duelo com o demônio Choronzon. Pegarão uma carona com John Dee e farão uma paradinha rápida num restaurante 24 horas, muito acolhedor. Uma contenda por um rubi será travada e no destino final de Prelúdios & Noturnos, um encontro com a simpatia em pessoa: a Morte!

¹ Com áudio drama introdutório de Do Vale e vinheta de Marlo de Sousa. ² Edições #4 a 8.

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Aperte o Play e descubra qual é [ou o que é] a dádiva da Morte!

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Casting de SANDMAN ANOTADO

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Os Escapistas #07: SANDMAN #1, PRELÚDIOS & NOTURNOS, Lado A;

Os Escapistas #03: DRÁCULA;

7 Jagunços #08: SANDMAN PRELÚDIO

7 Jagunços #32: GRANDES CAPISTAS.

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O Jogo de Choronzon

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24 Horas

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2 thoughts on “Os Escapistas #08 – SANDMAN #1: PRELÚDIOS & NOTURNOS, Lado B

  1. Conheci Sandman desde o começo.

    Na época, eu e meu irmão disputávamos coleções. Percebi que era muita idiotice desperdiçar mesada, sendo que ele acabava comprando os mesmos gibis que eu. As primeiras edições tinham capas lindíssimas… mas não me convenceram.

    Mas meu irmão acabou sofrendo um atropelamento e ficou de molho um bom tempo. Para não interromper as leituras dele (e as minhas) decidi continuar as coleções. Foi a sorte. As histórias foram melhorando, e aquela 8ª edição foi um choque completo. Uma obra-prima do horror e da violência. Lembro que ela estava elencada entre as hqs mais violentas da indústria (Outra delas era a chacina em Miracleman).

    Meu irmão se recuperou (mais ou menos) e não quis continuar a coleção. Troquei os números iniciais por um LP do Sex Pistols que achei na Galeria do Rock e não abandonei mais Sandman.

    *

    Deixa eu só mencionar uma coisa sobre a Morte. Gosto muito da Morte, como vocês disseram, um conceito fabuloso. Lembro que, em paralelo ao sucesso da coleção, Garth Ennis fazia o Hellblazer. E comecei a notar que algumas histórias dele pareciam “responder” a este conceito gaimaniano de Morte, que quase parece sugerir uma aceitação da Morte. Ela faz parte da vida, é a Morte mais viva que há.

    Acho que o Ennis se incomodava com esse conceito. Lembro particularmente do Constantine encontrando o fantasma de um piloto de guerra, e do seu esforço inútil para escapar de morrer. Bom… além disso, ele criou o Santo dos Assassinos; tudo que é a Morte de Gaiman é gente boa, o Santo dos Assassinos é um filho da puta.

    * * *

    Gostei muito do Podcast. Enfim… aguardo ansiosamente as demais “Anotações” de Sandman. Muito bom ouvir esse papo.

    Abraços

    Brontops

    1. Perdão pela demora no feedback, Baruq.

      Acho um barato isso, as historinhas de origem de cada um, como você se descobre leitor de um material que hoje é reverenciado no mundo todo. É uma particularidade do nosso podcast, tentar resgatar um pouco dessas memórias antes de seguir para o prato principal. Adorei o registro sobre a coleção em parceria com seu irmão.

      Sobre a Morte, é bem isso que falaste, a visão pouco ortodoxa de Gaiman sobre a ceifadora intriga e encanta até hoje. Mas, pessoalmente, acho ainda mais acachapante que a interpretação do ofício da Perpétua, a maneira muito particular que o autor trabalha o além-vida, sua noção de inferno ou ingresso nele em Estação das Brumas.

      Logo mais gravaremos esse, que é um dos meus favoritos.

      Grande abraço, e siga conosco.

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